O rombo que ninguém esperava (mas todos podiam prever)
O Banco do Brasil registrou um calote isolado de R$ 3,6 bilhões no quarto trimestre de 2025, ligado a uma única empresa do setor. Resultado: a inadimplência acima de 90 dias pulou para 5,17%, e o lucro anual despencou 45,4%. Sem esse episódio, o indicador ficaria em 4,88% — um salto que revela como um erro de avaliação pode comprometer a saúde de uma instituição pública. Rombo em bancos estatais não é novidade, mas continua custando caro ao pagador de impostos.
A sombra da Lava Jato que nunca vai embora
A dívida remonta a 2016, era Odebrecht, e envolveu garantias em ações da Braskem que não seguraram o tranco. O grupo, símbolo dos conluios revelados pela operação, ainda carrega o peso de empréstimos questionáveis concedidos sob critérios que vão além do risco financeiro. Por que um banco público mantém exposição bilionária a nomes tão controversos? A resposta está na mistura tóxica de política e crédito. Veja mais sobre intervencionismo no Senado.
O custo real: quem paga a conta do “desenvolvimento nacional”?
Lucros menores significam menos repasse ao Tesouro — ou mais pressão por salvamentos futuros. Enquanto bancos privados fogem de armadilhas assim, o contribuinte banca a conta. As ações da Braskem despencaram mais de 10% no mercado, sinal claro de que o setor privado pune erros — ao contrário do Estado. Confira análise sobre poder protegendo aliados.
Por que estatais continuam sendo o calcanhar de Aquiles do Brasil?
Influência política nas decisões de crédito, nomeações ideológicas e a ilusão de que o Estado “desenvolve” melhor que o mercado livre. Casos assim se repetem porque o modelo intervencionista premia conexões em vez de eficiência. A solução passa por reduzir o Estado, privatizar onde faz sentido e deixar o crédito seguir lógica de risco real. Entenda melhor os riscos das tentativas de controle total.
Conclusão: hora de romper com o modelo
Enquanto Brasília tratar banco público como extensão de gabinete, o rombo será sempre coletivo — e o contribuinte, o eterno fiador. Episódios como esse perpetuam a dependência do cidadão ao Estado ineficiente. Para romper o ciclo, é preciso abraçar a liberdade individual e o mercado livre de verdade. Saiba mais sobre o tema em fontes como notícias sobre Braskem e cobertura do Valor Econômico.