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Lula no UOL: o teatro do assistencialismo eterno

Lula defende assistencialismo e isenção de IR no UOL: Estado inchado, liberdade em xeque e contas para o futuro.
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Resumo

O assistencialismo disfarçado de progresso

A ampliação da faixa de isenção do IR foi vendida como alívio para o trabalhador. Na superfície, até parece. Mas basta olhar um pouco mais fundo para ver o truque: o governo não está devolvendo dinheiro ao cidadão; está simplesmente deixando de cobrar de uma fatia maior da população enquanto aumenta a carga tributária sobre quem ainda paga a conta. É uma transferência velada de renda — dos mais produtivos para os menos produtivos, mediada pelo Estado. O resultado? Mais dependência, menos iniciativa privada, mais gente olhando para Brasília em vez de para o próprio esforço.

Os programas sociais, igualmente celebrados, seguem a mesma lógica. Eles não emancipam; eles acorrentam. Criam clientelas políticas que votam no provedor do mês, não no projeto de país. O “saco de bondades” que o governo tanto exibe é, na prática, um mecanismo de controle social sofisticado. Quanto mais o cidadão depende do Estado para comer, pagar a conta de luz ou comprar remédio, menos ele se sente dono da própria vida. E o governo sabe disso muito bem.

Economia de vitrine e contas para amanhã

Lula gosta de citar números simpáticos: desemprego em queda, inflação sob controle. Mas esses indicadores são maquiados por receitas conhecidas e caras. O desemprego “cai” porque o setor público incha e porque programas temporários absorvem mão de obra que o mercado real não consegue sustentar sem subsídios. A inflação é domada com juros altos, crédito direcionado e intervenção direta nos preços — tudo isso financiado por mais dívida pública. O resultado aparece nas planilhas do Tesouro: endividamento crescente, déficit crônico e um futuro fiscal cada vez mais sombrio.

Enquanto isso, escândalos pontuais — Banco Master, envolvimento de familiares em desvios no INSS — são tratados como ruídos menores. O padrão é claro: quando o sistema beneficia os de dentro, as investigações andam devagar; quando ameaça o projeto de poder, vira caso de polícia em tempo recorde. É o velho jeitinho brasileiro de proteger quem está no círculo mágico do poder.

Diplomacia ideológica em tempos de Trump

No tabuleiro internacional, a entrevista revelou mais do mesmo: rejeição automática a qualquer iniciativa que venha do “outro lado”. O conselho de paz para Gaza proposto por Trump foi descartado sem debate sério, apenas porque carrega a marca do adversário ideológico. Não importa se poderia trazer alguma estabilidade à região ou abrir portas comerciais para o Brasil. O que importa é manter a pose antiamericana, mesmo que isso custe parcerias estratégicas e investimentos reais.

Essa diplomacia de gestos e retórica já custou caro ao país no passado. Isolou-nos de mercados, afastou capital produtivo e nos deixou mendigando atenção de regimes que não têm muito a oferecer além de discursos. Enquanto o mundo real avança em acordos pragmáticos, Brasília insiste em brigar guerras ideológicas de décadas atrás.

2026: a polarização como estratégia de sobrevivência

Por fim, o ataque a figuras da oposição e a tentativa de reescrever a própria história do PT mostram que a polarização não é um acidente; é combustível. Dividir o país mantém o eleitorado mobilizado, cria inimigos convenientes e desvia o foco das promessas não cumpridas e das derrotas no Congresso. Enquanto o governo enfrenta resistência para aprovar sua agenda intervencionista, o discurso de “nós contra eles” serve como cortina de fumaça.

Mas o truque está ficando velho. A sociedade brasileira começa a perceber que a escolha não é entre esquerda e direita, mas entre mais Estado e mais liberdade. E cada vez mais gente entende que o governo que promete cuidar de tudo acaba cuidando de si mesmo — e muito mal dos outros.

Conclusão

A entrevista ao UOL não foi apenas uma conversa com a imprensa; foi um manifesto do modelo que nos trouxe até aqui: estatismo disfarçado de solidariedade, populismo embalado em números maquiados, ideologia acima do interesse nacional. O Brasil não precisa de mais um salvador de plantão. Precisa de cidadãos livres para empreender, produzir e decidir sem pedir licença a Brasília.

Quanto mais o Estado promete ser tudo para todos, mais ele rouba a capacidade de cada um ser algo por si mesmo. A conta está chegando. E quando chegar, não vai ser paga com discurso bonito — vai ser paga com inflação, impostos ou calote. A pergunta que fica é simples: vamos continuar aplaudindo o teatro ou finalmente encerrar a temporada?

Confira o vídeo.

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